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ABRETI | Mercado

Valor, peso e urgência definem meio (FOLHA DE S.PAULO)
Veículo: Jornal: Folha de S.Paulo - Seção: Guia da Exportação - 30/3/2005
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Perfil do produto determina se transporte será aéreo, ferroviário, marítimo ou rodoviário

O volume, o peso, o prazo de chegada e o valor agregado da mercadoria são os principais fatores que podem determinar a escolha do meio de transporte ideal que deve ser usado para despachar o produto para o exterior.
O primeiro passo é providenciar uma cotação do serviço nas diferentes empresas que atuam com transporte marítimo, aéreo, ferroviário e rodoviário. Além disso, ouvir a avaliação de outras companhias que já utilizaram o serviço evita aborrecimentos.
O gerente executivo do projeto Export Plastic (consórcio de 110 empresas do setor de plástico), Wagner Delarovera Pinto, conta que a última opção da pequena empresa é tentar exportar pela primeira vez sozinha. "É custoso tanto pagar uma "trading", que vai ficar com parte do seu lucro, como fazer o caminho sozinha."
Para o gerente, uma opção é se associar a programas de consórcio de exportação independentes ou ligados à Apex. "Vai custar bem menos, e o produto estará em outros países com marca própria. Assim o fabricante terá um retorno da aceitação do seu produto e poderá adaptá-lo a cada mercado. Quando se utiliza uma "trading", quase sempre quem aparece é ela", afirma -leia mais sobre "tradings" à pág. 12.
Diógenes Duarte Sobral, gestor do Cobrimex (Consórcio Brasileiro para Importação e Exportação), orienta que o tipo de produto que se produz vai definir a via que o empresário deve usar para exportar. "O transporte marítimo é mais barato, se comparado com o aéreo. Uma carga de um quilo, por exemplo, custa, ao exportador, US$ 1,80 pela via aérea e US$ 0,10 pela marítima", exemplifica.
Para atender à demanda, as empresas de navegação investem mais. Hamburg Süd e Aliança Navegação e Logística, por exemplo, estão fazendo reestruturações. A primeira recebe seis novos navios a partir de maio. As duas anunciaram que vão aumentar a capacidade de cargas em suas linhas de cabotagem (serviço marítimo doméstico) e de longo curso entre 10% a 12%.
"O mercado como um todo tem batido recordes", afirma José Roberto Salgado, diretor comercial do grupo que une as duas empresas. "A grande estrela do momento é a Ásia, puxada pela China", acrescenta. Segundo seus dados, o aumento dos negócios para o mercado asiático foi de 235% de 2003 para 2004.
A infra-estrutura dos portos brasileiros é o único empecilho do grupo. "Existe, no geral, uma deficiência para acompanhar o crescimento da demanda." Os novos navios, por exemplo, são muito grandes para alguns desses portos, como os de Santa Catarina. "Não há guindastes grandes o suficiente para alcançar toda a extensão do navio nem profundidade de água para que a embarcação entre e saia do porto com segurança", explica.
Mas não é só o custo que define o meio de transporte. "É preciso levar em consideração o alto valor agregado da mercadoria. Um eletrônico geralmente é despachado via aérea se não for muito pesado. O tipo de produto e o prazo de chegada ao destino também são determinantes", comenta.

Remessa
Mesmo ao optar por uma remessa individual, por empresas como Correios ou Fedex, a necessidade de análise de orçamento e custo-benefício não desaparece.
"Os Correios têm custo me- nor porque trabalham com parceiros no exterior, mas atendem menos países. Já a Fedex tem custo maior porque tem estrutura própria em mais países e faz o serviço porta-a-porta sem depender de outras", pondera Sobral.
O gestor do Cobrimex afirma que o consórcio atinge custos até 30% menores na remessa de seus produtos porque a logística de distribuição é feita por empresas associadas. Além disso, o volume maior de exportações ajuda a baratear a operação.

Lentidão
Alguns empecilhos são comuns a indivíduos e consórcios. É o caso da burocracia alfandegária. Enquanto nos EUA uma carga é liberada em seis horas, no Brasil o processo pode levar dias.
Segundo o diretor de infra-estrutura e serviços do porto de Santos (maior terminal exportador do país), Arnaldo Barreto, as últimas intervenções de alargamento de avenidas dentro do complexo eliminaram o gargalo.
"Neste ano, o governo federal vai investir R$ 127 milhões na modernização do porto. Até o final de abril já cumpriremos as normas internacionais de segurança e será concluída a construção de um complexo administrativo, o "despacha-rápido", em frente à delegacia da Receita Federal. Lá, todos os órgãos vão trabalhar juntos", completa.
(ROSANGELA DE MOURA)

Aumentam as vendas pela internet

O índice do varejo on-line, publicado pela E-Consulting e pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, cresceu 47% de 2003 para 2004. O público consumidor virtual, que em janeiro de 2004 era de 2,4 milhões, ultrapassava a casa dos 3,6 milhões no final daquele ano, o que representa 12% do total de usuários da internet no Brasil. A tendência é que eles sejam 6 milhões até o final de 2005.
No mundo, o índice de varejo on-line cresceu 82%. Bom para as empresas. "Tenho vários clientes exportando pela internet", diz Walter Hannemann, da Ciashop, empresa de soluções para comércio eletrônico que, além de montar o site para o cliente, integra todas as ferramentas de exportação.
Os Correios são responsáveis por 70% das entregas. Um site completo, para pequenas empresas, custa entre R$ 5.000 e R$ 10 mil. "Dá para fazer até mais barato, se tiver menos recursos", calcula Hannemann. (RGV)

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