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ABRETI | Mercado

Título: Infraero coloca aeroporto industrial em prática
Fonte: Jornal DCI
Seção: Economia
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Conteúdo: Houve um crescimento de 28% em dólares, nos financiamentos do banco

A Infraero, empresa que administra os aeroportos brasileiros, está implantando um projeto piloto no Sudeste do País que visa atrair unidades fabris para áreas no interior dos aeroportos, nas quais as indústrias são enquadradas em um regime especial aduaneiro e têm acesso a facilidades logísticas. O objetivo do projeto, elaborado em parceria com a Receita Federal e a Câmara de Comércio Exterior (Camex), é trazer mais competitividade às exportações. A iniciativa começou por Minas Gerais, onde desde a semana passada a fabricante de dispositivos de proteção contra oscilação de corrente elétrica Clamper executa parte de seu processo industrial no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins. Se bem-sucedido, o projeto será estendido a outras regiões do Brasil.

Além de Minas Gerais, o projeto está sendo tocado no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), e no Aeroporto Internacional Galeão -Tom Jobim, no Rio. A intenção da Infraero não é deslocar todo o complexo industrial das empresas para os aeroportos, e sim as etapas finais do processo produtivo que exigem a incorporação de componentes importados ao produto nacional. “Dessa forma evitamos que as companhias paguem impostos pela nacionalização dos componentes, pois estes são mantidos em áreas alfandegárias especiais. Depois de inseridos nos produtos, estes são exportados com as facilidades oferecidas por toda a infra-estrutura dos aeroportos”, explica o superintendente Regional do Leste da Infraero, Pedro Azambuja, responsável pelas operações nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Esse regime especial aduaneiro é regido pelo Decreto nº 3.923, de 17 de setembro de 2001. As indústrias que estão no alvo da Infraero são aquelas intensivas em tecnologia e que dependem de insumos importados, como a aeronáutica e a de telefones celulares. Toda a catalogação dos produtos é feita por meio de um software desenvolvido pela Receita Federal especialmente para esta finalidade, cujo investimento foi de R$ 2,5 milhões.

Mudança de perfil

Na avaliação de Ednaldo Santos, gerente de gestão e relações com o mercado da Infraero, a implantação do Aeroporto Industrial vai mudar o perfil do Tancredo Neves e de outros aeroportos brasileiros. “O projeto contribuirá com o aumento da oferta de vôos de carga e a redução de custos de produção com a industrialização de bens em zona primária. Além disso, será uma oportunidade para aumentar a oferta de empregos mais especializados na região dos aeroportos, pois as empresas instaladas trabalharão com produtos de alto valor agregado”, diz.

No Rio de Janeiro, o modelo a ser adotado ainda está em discussão. No momento, a Infraero mantém conversas com a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e com o governo do estado para definir questões tributárias e selecionar as empresas interessadas. De acordo com Azambuja, o empenho do governo estadual de Minas Gerais, que também concedeu isenção fiscal para os produtos exportados, foi determinante para que o projeto-piloto fosse iniciado por lá. No Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, interior do Estado de São Paulo, o processo está adiantado. Uma área de cerca de 50 mil metros quadrados já foi licitada à empresa Constran, que será responsável pela sublocação das instalações às empresas exportadoras. A Constran será responsável por todas as medidas de segurança do Aeroporto Industrial, como a instalação de câmeras e portões de segurança, diferentemente do modelo que está sendo implementado em Minas, onde a Infraero se responsabilizou por esses detalhes.

O projeto para a zona primária alfandegada, que começa a operar em outubro, é de um total de 400 mil m², sendo que inicialmente terá em operação 50 mil m². “O investimento da Infraero em infra-estrutura e preparação da área é de R$ 10 milhões nos próximos três anos. Outros R$ 25 milhões serão destinados pela iniciativa privada para o prédio que abrigará cerca de 400 empresas. Já em Confins (MG) estão sendo investidos R$ 7 milhões em infra-estrutura”, conta Luiz Gustavo Schild, superintendente de logística e cargas da Infraero.

Ainda segundo Schild, os aeroportos industriais poderão receber tanto empresas nacionais quanto internacionais. “A expectativa é de que no primeiro ano de exercício o aeroporto aumente em 30% o volume de mercadorias. Em Viracopos, ao ano, são movimentadas cerca de 380 mil toneladas”, conta. O aeroporto deverá ter também a segunda pista de pousos e decolagens, já foi anunciada pela Infraero. A nova pista irá manter o potencial do sítio aeroportuário de Campinas, que deve se tornar o maior centro cargueiro da América Latina.

Outro projeto de aeroporto industrial, em São José dos Campos, deverá, segundo Schild, da Infraero, ser iniciado no próximo ano. “Mas a prioridade é para Viracopos”, ressalta. Ainda no Estado de São Paulo, a prefeitura de Praia Grande apresenta em outubro à Infraero um projeto para a construção de um aeroporto industrial. Com uma pista de 2,6 quilômetros, o aeroporto internacional terá no seu entorno um parque industrial com 2 milhões de m². Os dois empreendimentos seriam também ligados ao Porto de Santos, ao Pólo de Cubatão e aos interesses empresariais da capital pelo sistema Anchieta-Imigrantes.

O projeto permitirá a interligação modal de trens e caminhões pelas ferrovias e rodovias já instaladas até o litoral sul.

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