Área restrita
Home
Site in English
A Associação
Associados ABRETI
Cursos, Palestras e Eventos
Sala de Imprensa
Notícias
Serviços
Contato
Este canal da ABRETI serve como um centro de informações coletivas. Novidades resultantes de ações políticas e econômicas que afetam a atividade dos transportes internacionais, cases do setor e informações gerais estão relacionados em ordem cronológica. Consulte este canal sempre que precisar.
ABRETI | Mercado

Feira Transnacional 2004 ampliou área comercializada em 15,5% (SITE - NET MARINHA)
Veículo: Site: Net Marinha - Seção: Comércio Internacional- 27/08/2004
< Voltar

De acordo com a direção da Transnacional, empresa organizadora do evento, o número de presidentes, diretores e gerentes de corporações presentes este ano aumentou 8% em relação a primeira edição.

A Transnacional, empresa promotora e organizadora da Feira Transnacional - Prestadores de Serviço para o Desenvolvimento do Comércio Internacional, divulgou o balanço oficial dos três dias de evento que ocorreram entre 18 e 20 de agosto, no Expo Transamérica, em São Paulo.

De acordo com os dados levantados pela organização, a segunda edição do evento primou por melhorar ainda mais a qualificação do público e reunir um número maior de visitantes com poder de decisão. Ricardo Demasi, CEO da Transnacional, comentou que o número de presidentes, diretores e gerentes de corporações presentes foi 8% maior do que em 2003. "O número de executivos correspondeu a 67%, sendo que no ano passado, o número correspondeu a 59% do total de visitantes", disse.

Odair Busoli Filho, diretor de operações da Transnacional afirmou que o dia de maior visitação foi o segundo, com 7.912 pessoas, porém, o primeiro dia também apresentou um aumento significativo em relação à primeira edição. "Neste ano, a abertura da feira registrou 3.104 visitantes, contra 2.600 no ano anterior. Nos três dias de evento, 17.653 executivos visitaram a Feira Transnacional 2004", ressaltou.

E continuou: "essa melhoria expressiva na qualificação dos visitantes revela ainda que a Feira Transnacional está consolidada no mercado. Quando executivos importantes participam de eventos como esse estão dando o aval. Tendo a quinta-feira (19/08) como o dia de maior público significa que o evento é voltado exclusivamente para negócios".

Conforme o balanço oficial, a Feira Transnacional 2004 também registrou um aumento de 15,5% na área comercializada para estandes em comparação com o ano passado. Em 2004, a organização vendeu para os expositores 4.450 metros quadrados de área, contra 3.850 metros quadrados em 2003. Com esse volume, todos os espaços colocados à disposição dos expositores foram comercializados.

Negócios não faltaram para as empresas nos três dias de exposição. Em entrevista ao NetMarinha, João Batista de Paula, presidente da Sab Company, revelou com exclusividade que fechou negócios promissores com duas empresas do segmento químico e que o montante ultrapassou R$ 10 milhões. E vale lembrar que essa foi a primeira participação de uma das maiores trading companies brasileiras no evento.

Fórum Transnacional - Outro diferencial da Feira Transnacional 2004 foi o Fórum Transnacional de Comércio Exterior, que apresentou cases de sucesso de grandes empresas que conquistaram o mercado internacional. O pico dos encontros foi o debate que discutiu o tema "Gargalos Logísticos nas Exportações Brasileiras", que contou com mediação da jornalista Miriam Leitão e a presença de representantes da Abratec, Abepra, abreti, Fiesp, Sindasp, Infraero, Porto de Santos, Ministério dos Transportes e Ministério do Desenvolvimento.

Ao final do debate, os participantes concluíram que o Governo Federal é o maior culpado pelo gargalo logístico. "O que pudemos concluir desse encontro é que falta mais diálogo entre todos os setores envolvidos no crescimento das exportações brasileiras", defendeu Miriam Leitão.

Sérgio Bacci, secretário de Fomento para Ações de Transportes do Ministério dos Transportes, explicou que "o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pode ser responsabilizado porque recebeu uma herança que ele classifica de maldita do governo anterior e que o setor já está providenciando estudos para tentar solucionar as questões mais agravantes que impedem um aumento ainda mais expressivo da participação brasileira no exterior".

Edson Lupatini Júnior, diretor do Departamento de Comércio Exterior do MDIC, defendeu no encontro que "o governo está empenhado para solucionar os entraves que comprometem o crescimento do comércio exterior brasileiro e também o que diz respeito aos problemas logísticos. O MDIC faz o possível para desburocratizar as exportações. Com isso, foram eliminados mais de 190 atos e 900 manifestações prévias de órgãos governamentais, como a Anvisa. Trabalhamos também para colocar em operação o novo Siscomex e que o Drawback terá uma nova sistemática de operação a partir de setembro".

Os participantes e uma platéia vip do fórum, formada por cerca de 250 executivos do setor, saíram do encontro sem uma plataforma de ações para garantir que o crescimento das exportações, algo na casa dos 30% médios só no primeiro semestre, possa ser mantido e suportado no curto prazo.

As únicas providências, além das anunciadas pelo representante do governo, são obras emergenciais no porto de Santos, o maior do país e responsável por 27% das exportações nacionais, que deverão estar concluídas até o final do ano, mas que não resolvem os problemas mais graves.

Na visão de Roberto Prudente, diretor da abreti, "pela primeira vez se viu, praticamente todos os integrantes do setor representados para a discussão do problema, que é de todos. Podemos não sair com soluções concretas, mas pelo menos os problemas foram levantados e poderão ser resolvidos em conjunto".

Miriam Leitão encerrou o debate defendendo que "o que acontece, atualmente, é uma crise de crescimento. As empresas se globalizaram rapidamente. O que realmente falta é uma conversa conjunta entre todos os interessados para solucionar os problemas logísticos. Isso é um fato ruim que surge de uma situação boa".

Foto de Gladstone Campos

Por Flávia Gavioli

ABRETI - Associação Brasileira das Empresas de Transporte Internacional - 2005 - Todos os direitos reservados