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ABRETI | Mercado

Título: Santos precisará de R$ 5,1 bilhões
Veículo: A Tribuna (Santos – SP)
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O Porto de Santos irá precisar de R$ 5,1 bilhões, quase 3% dos R$ 172,4 bilhões previstos para serem investidos na infra-estrutura nacional entre o próximo ano e 2023. A análise é do Governo Federal e consta do Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT) — um amplo programa de planejamento elaborado pelos ministérios dos Transportes e da Defesa.

O PNLT traça os cenários de desenvolvimento econômico e as respectivas obras a serem feitas para abarcar um crescimento estimado, em média, em 4% do Produto Interno Bruto (PIB) ao ano pelos próximos 15 anos. Os valores, porém, poderão ser alterados devido a uma falha detectada por A Tribuna, podendo ser reduzidos em cerca de R$ 4 bilhões. Somente no modal portuário, os investimentos no complexo santista deverão totalizar pouco mais de 20% dos recursos para o setor, estimados em R$ 25,1 bilhões. É a maior participação dentre os portos.

‘‘Como o Porto de Santos é o principal do País, está no coração da produção industrial, é natural que sempre tenha uma prioridade em relação a outros portos’’, explicou um dos coordenadores do PNLT e secretário de Política Nacional de Transportes, Marcelo Perrupato e Silva, em entrevista exclusiva a A Tribuna.
Dos R$ 5,1 bilhões, mais da metade, quase 53%, diz respeito à construção de Barnabé-Bagres, o projeto de expansão do Porto de Santos na Área Continental de Santos, geograficamente localizada na Margem Esquerda do complexo. Tido como tábua de salvação do porto, devido ao incessante crescimento da movimentação de cargas, o projeto só deverá sair do papel depois de 2015.

Mas isso não quer dizer que as ações só deverão começar daqui sete anos, adianta o executivo. ‘‘Barnabé-Bagres tem de começar a ser discutido agora, é para começar a ser trabalhado agora, com o projeto ambiental, por exemplo. Não é para sair assim, de repente, porque as projeções de demanda estão dizendo que vamos precisar lá na frente (do novo porto)’’, afirmou Perrupato e Silva.
ETAPAS

O PNLT deverá subsidiar a elaboração dos próximos quatro Planos Plurianuais — os chamados PPAs. O Plano, cuja versão final será oficializada em setembro próximo, está dividido em três etapas. A primeira abrange de 2008 a 2011, com previsão de investimentos em todo o País no valor de R$ 72,7 bilhões; a segunda, de 2012 a 2015, com R$ 28,5 bilhões; e após 2015, quando os recursos devem alcançar R$ 71,1 bilhões.

Na primeira fase o porto santista deverá receber R$ 321 milhões, referentes à dragagem de aprofundamento; à construção das avenidas perimetrais; e ao Terminal Portuário da Embraport. Vale ressaltar que o PNLT lista os projetos de infra-estrutura que devem ser realizados, sem discriminar se pelo poder público ou pela iniciativa privada.
Já no segundo período, de 2012 a 2015 o complexo santista não deverá receber investimentos. É a partir de 2015, quando começa a etapa final do PNLT, que o Governo Federal recomenda investimentos da ordem de R$ 4,8 bilhões, aí já incluída construção de Barnabé-Bagres.

O erro

Os valores referentes ao modal portuário no intervalo 2008-2011 não correspondem ao total apresentado pelo PNLT. A Tribuna verificou que a soma dos investimentos previstos para o setor no período é de pouco mais de R$ 4 bilhões, e não de R$ 7,3 bilhões, como anunciado pelo Governo. Procurado pela reportagem, o Ministério dos Transportes divulgou nota dizendo ter detectado o erro e que a equipe do Plano já trabalha na revisão dos cálculos. Mas não explicou onde seriam alocados os R$ 3,3 bilhões restantes.

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