Área restrita
Home
Site in English
A Associação
Associados ABRETI
Cursos, Palestras e Eventos
Sala de Imprensa
Notícias
Serviços
Contato
Este canal da ABRETI serve como um centro de informações coletivas. Novidades resultantes de ações políticas e econômicas que afetam a atividade dos transportes internacionais, cases do setor e informações gerais estão relacionados em ordem cronológica. Consulte este canal sempre que precisar.
ABRETI | Mercado

Título: Exportações via modal aéreo caem em 22,97% até mês de junho
Veículo: Jornal do Commercio - AM
< Voltar

O volume de exportações via modal aéreo apresentou a queda de 22,97% no primeiro semestre deste ano, ante igual período de 2006, passando de 4.637 toneladas para 3.572 toneladas. Por outro lado,a importação cresceu 12,31%, passando de 17.446 para 19.593 toneladas. A desativação das vendas para o exterior da Nokia e a aquisição de insumos e produtos acabados de outros países com o dólar baixo foram fatores decisivos para estes números.
Na análise do consultor empresarial José Laredo, a queda das exportações é atribuída à forte importação de insumos e de produtos acabados chineses, pois se há aumento de fluxo de produtos acabados do exterior, as indústrias fabricantes de bens finais caem de produção. “Além disso, houve queda nos incentivos fiscais de aparelhos celulares e, com o fechamento e a transferência dessas indústrias para outros Estados, este número em Manaus também se retraiu”, afirmou Laredo. “A tendência de declínio das exportações no Estado reflete o que acontece no país como um todo”, completou.

Saldo negativo

O diretor-executivo das coordenadorias da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Flávio Dutra, concorda com José Laredo no que diz respeito ao saldo negativo da exportação estar relacionada à saída das exportações da Nokia do Amazonas. Segundo ele, a paralisação das vendas para o exterior desta indústria de celulares –que saiu do país e foi para o México–, traduziu-se nesta queda expressiva.
O diretor da federação lembrou que o governo federal tem feito medidas para esta tendência de queda chegar a um equilíbrio, elevando alíquotas de II (Imposto de Importação), sendo esta uma maneira de diminuir a competitividade do produto fabricado no Brasil frente ao item internacional.

Importação tem alta de 12,31% no semestre

Sobre a importação, cujo crescimento alcançou 12,31%, no período de janeiro a junho deste ano, ante igual período do ano passado, o resultado pode ser avaliado tanto de forma positiva quanto negativa.
“Com o dólar em baixa, compensa mais comprar matéria-prima e insumos importados do que muitas vezes adquirir o mesmo material do mercado nacional e até de Manaus. Deste modo, o produto final fica mais barato e tem maior competitividade fora do Estado e do país”, explicou Flávio Dutra.
As fábricas do PIM (Pólo Industrial de Manaus), entretanto, também recebem o impacto negativo da baixa da moeda norte-americana. Como as empresas de produtos finais podem comprar os insumos mais baratos, as indústrias de componentes (bens intermediários) correm o sério risco de fechar as portas, o que já aconteceu este ano.
Para Dutra, estamos deixando de gerar emprego e renda para a população da cidade, pois está havendo a tranferência de trabalho e mão-de-obra do PIM para outros países.
“Somada a isto, temos a questão do dólar desvalorizado frente ao real. Quando isto acontece, as importações brasileiras perdem competitividade nos mercados internacionais, principalmente quando comparadas aos produtos asiáticos em geral, não apenas chineses”, explicou o executivo. “E os produtos nacionais, acabados ou não, perdem para os importados”, disse Dutra.

Na análise do consultor empresarial e advogado tributarista, Hamilton Caminha, a tendência de importação é natural quando o dólar está baixo. Para ele, é normal verificar que todos aproveitem para importar, pois a competitividade tende a cair o preço do produto. “Muitos itens fabricados aqui tem componentes importados, o que diminui o efeito da queda no valor da moeda americana”, disse.
Outro dado apontado pela Infraero (Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária) foi da internação, cujo resultado também apresentou queda de 24.836 toneladas para 22.186 toneladas, ou 10,67%, no período estudado.
O total do crescimento apresentado pelos três Tecas (Terminal de Cargas) do Aeroporto Eduardo Gomes foi de 2,02%, passando de 65.418 toneladas para 66.740 toneladas, no primeiro semestre deste ano no comparativo entre os meses de janeiro e junho de 2006.

Juçara Menezes

ABRETI - Associação Brasileira das Empresas de Transporte Internacional - 2005 - Todos os direitos reservados