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ABRETI | Mercado

Empresários debatem perfil de Santos
Veículo: Jornal: A Tribuna (Santos) - Seção: Porto - 11/10/2005
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Conteúdo: Da Reportagem

Usuários do Porto de Santos divergem sobre o perfil das cargas que devem ser priorizadas na movimentação do complexo. Para alguns, está claro que a vocação natural do cais santista é a operação de contêineres, onde estão os produtos mais nobres (de maior valor agregado). Mas para outros, essa é uma questão menor, que não se aplica a Santos justamente por sua grandeza física, capaz de abarcar todo tipo de mercadoria. Adeptos dessa última tese julgam ser mais importante discutir, hoje, o modelo de gestão portuária.

O debate será aprofundado na próxima sexta-feira durante a mesa-redonda Perfil do Porto de Santos, dentro da programação do Santos Export 2005 - Fórum Nacional para Expansão do Porto de Santos, iniciativa de A Tribuna.

''Eu acho que o Porto de Santos não pode ter uma especialização assim tão definida para um tipo de produto. Tem de ser multidisciplinar, tem de trabalhar com grãos, com contêineres, com granéis líquidos, porque atende o mercado extremamente diversificado do Centro-Sul do País, então tem toda essa diversidade'', avaliou o diretor de Comércio Exterior e Relações Internacionais da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o economista Roberto Giannetti da Fonseca.

Segundo o diretor, o projeto de ampliação do porto, denominado Barnabé-Bagres, ''é mais do que necessário''. Mas não é apenas isso. ''Tem a questão da dragagem, que ficou parada quatro, cinco anos'', destacou, confundindo-se, pois o serviço deixou de ser feito em 2002, sendo retomado no início deste ano (ficou parado por quase três anos).

''Isso mostra a ineficiência da gestão pública. Então não adianta expandir se nem o porto atual está em condições de operação'', destacou o economista, para depois contextualizar. ''Mas temos de expandir. O comércio está crescendo de forma acelerada e a prioridade do setor público não tem sido a logística. O governo fica anunciando o projeto das PPPs (Parcerias Público-Privadas) que não sai do papel'', finalizou.

Contêineres

À frente da Associação Brasileira de Contêineres de Uso Público (Abratec), Sérgio Salomão sempre foi defensor da priorização de áreas para contêineres no porto santista. ''Por uma razão básica: ele (o porto) atende ao estado mais industrializado do País'', destacou o empresário, que vai debater esse tema na sexta-feira, durante o Santos Export.

Para o executivo, a Codesp deve ''tomar todas as providências no sentido de respeitar a vocação natural do porto e direcionar para outras alternativas (complexos portuários) cargas que não são da sua vocação, ou seja, produtos agrícolas'', afirmou. As ''alternativas'' são, por exemplo, Itaqui e Ponta da Madeira (ambos no estado do Maranhão).

Salomão caracteriza como ''equívoco'' o fato de Santos ter, lado a lado, terminais de grãos e instalações de contêineres. Um exemplo disso ocorre na Ponta da Praia, com as instalações da Libra - um dos maiores operadores de contêineres (onde são transportadas as manufaturas) - encravada no Corredor de Exportação, onde predominam os grãos, commodities sem muito valor agregado.

''O resultado é uma verdadeira balbúrdia logística'', explicou o presidente da Abratec, sobretudo porque a carga conteinerizada é geralmente transportada em caminhão e os granéis agrícolas, em trem. ''Se nós tirarmos uma foto aérea dos principais terminais de contêineres do mundo vamos verificar que não há grãos ao lado'', destacou.

Futuro

A crítica de Salomão é feita no momento em que começa a construção do Terminal de Granéis de Guarujá (TGG), empreendimento previsto para ser a maior instalação graneleira do País.

Passada a implantação do TGG, avalia Salomão, será hora de a Autoridade Portuária separar terrenos para contêineres. ''Eu acho até que a Codesp está administrando heranças passadas equivocadas (o contrato para instalação do TGG não foi assinado na atual administração). Mas a Abratec tem a convicção de que a Codesp irá reservar mais áreas portuárias para movimentação das cargas industrializadas, porque é evidente que hoje há escassez'', comentou.

Em relação ao projeto de duplicação do porto, Barnabé-Bagres, Salomão advoga um planejamento mais ordenado de ocupação. ''Se for possível, a segregação de terminais de grãos e contêineres e isso significa distanciamento'', destacou.

Programação

13 de outubro - Quinta-feira
13h30 Credenciamento
15 horas Solenidade de abertura, com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e os governadores Geraldo Alckmin (São Paulo) e Marconi Perillo (Goiás)
17h30 Coquetel de abertura

14 de outubro - Sexta-feira
9 horas Painel O Modelo de Gestão de Roterdã e suas aplicações no Porto de Santos (Port Authority, ISPS Code e relação porto-cidade)

Expositores: Diretor de Tráfego, Segurança e Monitoramento do Porto de Roterdã, Jaap Lems, e o diretor comercial e de Desenvolvimento da Codesp, Fabrizio Pierdomenico
10h45 Coffee-break
11 horas Palestra Logística e Investimentos Portuários
Expositor: Presidente do BNDES, Guido Mantega
14 horas Mesa-redonda Perfil do Porto de Santos
Debatedores: Presidente da Associação Brasileira de Agri-business, Carlo Filippo Lovatelli; o presidente da Associação Brasileira de Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec), Sérgio Salomão; e, o vice-presidente e diretor do Departamento de Infra-estrutura, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Saturnino Sérgio da Silva
17 horas Coffee-break
17h30 Conferência de encerramento Relação Porto-Cidade e as Perspectivas para o Porto de Santos
Conferencista: Ministro das Cidades, Marcio Fortes de Almeida

Obs.: O programa está sujeito a alterações

Fonte: Una Eventos

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