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ABRETI | Mercado

Título: Exportadores têm mais crédito de incentivo
Fonte: Jornal DCI
Seção: Economia
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Conteúdo: Aumenta o desembolso para linhas de financiamento

A expansão do desembolso para linhas de financiamento à exportação de empresas brasileiras por parte das instituições financeiras está ganhando mercado. No primeiro trimestre do ano, só em desembolsos feitos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil e Banco Latino-americano de exportações (Bladex), já foram disponibilizados cerca de US$ 3,5 bilhões. E a previsão é de chegar a US$ 18,5 bilhões ao final de 2007— ante os US$ 18 bilhões desembolsados em 2006.

Na realidade, o volume maior de financiamento acompanha os números da balança comercial do País, que no acumulado do ano, totalizaram US$ 36,4 bilhões em exportações, e US$ 26,8 bilhões em importações, o que resulta em um saldo de US$ 9,557 bilhões. Empresas de setores como o têxtil, de alimentos, móveis, tecnologia, máquinas e equipamentos, entre outros, estão solicitando linhas de crédito para expandir seus negócios rumo ao mercado externo.

Com uma das maiores parcelas para desembolso em operações de incentivo ao comércio exterior no País — US$ 12 bilhões em contratações em 2006 —, o Banco do Brasil fechou o primeiro trimestre do ano de 2007, com US$ 3,2 bilhões em volume para linhas de crédito de adiantamento sobre contrato de câmbio (ACC) e adiantamento sobre câmbios entregues (ACE). Foram 6.600 operações nos três primeiros meses do ano, 14% mais que o mesmo período do ano passado. A projeção, segundo o banco, é de manter o ritmo de crescimento para o segundo trimestre do ano.
De acordo com Antônio Rizzo, gerente executivo da diretoria de Comércio Exterior do Banco do Brasil, uma das novidades do banco para ampliar o leque de serviços em operações de crédito a exportação é a parceria com a Seguradora de Crédito Brasil (Secreb) para oferecer uma opção para contratação de seguro de crédito à exportação. “A nova apólice serve como garantia em operações de ACE. A utilização pode representar aumento das vendas e conquista de novos mercados no exterior com segurança de recebimento”, diz.

Para o executivo, o seguro de crédito à exportação contribui para aumentar a competitividade das exportações brasileiras, porque o exportador contratante pode minimizar o risco do não pagamento de seus compradores no exterior. “A projeção é de mostrar ao exportador brasileiro que ele está respaldado em suas transações com segurança”, conta.

O BNDES deverá fechar o primeiro trimestre de 2007 com cerca de US$ 600 milhões em desembolsos para o financiamento a exportação brasileira. O número é 5% maior que o mesmo período do ano passado. O BNDES desembolsou no ano passado ao programa de fomento ao exportador US$ 6,37 bilhões, 9% maior que o ano anterior. A previsão da instituição é de que neste ano o percentual de crescimento se repita. “Os meses de janeiro e fevereiro tiveram US$ 320 milhões de desembolso e o mês de março deverá (ainda sem dados oficiais) ultrapassar US$ 180 milhões”, diz Luciene Machado, chefe de departamento de Comércio Exterior do BNDES.

No total para o 1º semestre do ano de 2007, o banco prevê ultrapassar US$ 2 milhões em financiamentos. A demanda maior é prevista no 2º semestre, que segundo Luciene, tem maior representatividade em movimentações para os contratos do banco. “Entre 55% e 60% dos desembolsos do banco é destinado para bens de capital. A expectativa para este ano de 2007 é que o total liberado para fomento ao comércio exterior seja 9% maior que o do ano passado”, conta.

Na lista dos setores da indústria brasileira que o BNDES destina aporte figuram, entre outros, equipamentos de transporte, máquinas, equipamentos, plataformas de petróleo, material eletrônico e de comunicação, alimentos, computação, calçados, têxtil, frutas e moveis. “A meta é qualificar melhor o desembolso. As projeções são positivas para a exportação brasileira”, constata.

Estreante no mercado brasileiro, o Bladex já estuda outros dois projetos no País para fomento aos exportadores. “Em processo adiantado temos um projeto com um banco estatal e outro no setor privado”, revela Luís Yamasaki, representante no banco no Brasil. No final de março o banco fechou acordo para o primeiro contrato no Brasil no valor de US$ 20 milhões com o banco estatal do Espírito Santo, Banetes.

“Já estudamos a possibilidade de outro financiamento no mesmo valor de US$ 20 milhões para ampliar nossa linha de crédito à exportação”, revela Otacílio Pedrinha de Azevedo, diretor comercial do Banetes.

Pesquisa
Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 1,6 mil empresas brasileiras aponta que 70% delas investem com recursos próprios e 30% recorrem a instituições financeiras como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil, Banco Latino-americano de Exportações (Bladex) e outros meios de fomento. “Bens de capital, máquinas e equipamentos puxam os desembolsos dos bancos para as empresas exportadoras que querem investir”, revela Paulo Mol, economista da CNI.

Setores
O BNDES já liberou R$ 280 milhões de um total de R$ 1,4 bilhão (previsão do Ministério da Ciência e Tecnologia) para o setor de tecnologia e inovação para exportação. “Somente este ano os investimentos serão superiores aos R$ 1,4 bilhão em inovação tecnológica no Brasil. Nosso potencial é vasto e os acordos bilaterais podem nos auxiliar em segmentos de pesquisas”, diz o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antonio Rodrigues Elias.

Têxtil
O programa do BNDES para incentivo às exportações no setor têxtil começam a ser notadas. O banco estendeu às micro, pequenas e médias empresas do setor têxtil, em 2006, a utilização do Cartão BNDES para a compra de insumos. Neste ano, o banco já emitiu 604 cartões para a indústria têxtil, somando um limite de R$ 17, 6 milhões, até fevereiro. O total de cartões chega a mais de 2,8 mil na indústria de confecções e somam R$ 60 milhões, num total de 111 mil cartões. “Os empresários podem comprar equipamentos para a cadeia produtiva e investir em projetos”, enfatiza Fernando Pimentel, diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e da Confecção (Abit).

Joint venture
As associações com grupos estrangeiros são cada vez mais comuns no mercado brasileiro como forma de captação de recursos. O Grupo Unialco, de Guararapes (SP), deverá investir em uma usina de desidratação de álcool no Caribe de olho nas exportações para o mercado americano. O investimento será em parceria com o grupo Colgua, uma joint venture entre as companhias guatemalteca Pantaleón e a colombiana Manuelita. No mercado mundial, o aporte para uma usina de desidratação de álcool gira em torno de US$ 20 milhões.

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