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ABRETI | Mercado

Título: Avanço da carga aérea vai favorecer Viracopos
Fonte: Jornal Correio Popular (Campinas-SP)
Seção: Economia
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Conteúdo: Projeções feitas por empresas do setor são animadoras.

O tráfego aéreo de transporte de cargas deve triplicar em 20 anos. As projeções da norte-americana Boeing, maior fabricante de aeronaves do mundo, animam o setor e reforçam novos investimentos das companhias aéreas. Um exemplo é a Absa Cargo Airline, cuja sede é em Campinas, que nos próximos anos vai disponibilizar US$ 300 milhões na frota. Os dados também servem para nortear ações de gestores públicos em infra-estrutura e nesse tocante ganha relevância a ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos.

O estudo da fabricante de aviões projetou um crescimento de 178,1 bilhões de RTKs (toneladas transportadas por quilômetro), em 2005, para 582,8 bilhões de RTKs, no ano de 2025. No setor de produção de aeronaves, o indicador é o parâmetro para demonstrar o rendimento que resulta do transporte por tonelagem frente à distância percorrida pelo avião. O balizador é utilizado para medir o tamanho do mercado e suas potencialidades.

Em termos percentuais, a empresa trabalha com um aumento médio de 6,1% ao ano na movimentação do tráfego de cargas por via aérea. Esse cenário é o intermediário e que busca uma comparação mais próxima da média histórica dos últimos 20 anos. Se a leitura da pesquisa for realizada pelo gráfico do teto de crescimento, esse patamar sobe para 6,9% ao ano. Já as projeções menos animadoras pontuam uma elevação de 5,3% ao ano entre 2005 e 2025.

Em recente reunião na sede da Absa Cargo, em Campinas, representantes da Boeing apresentaram as projeções da movimentação do transporte de carga a executivos da empresa e industriais. O diretor regional e de marketing da Boeing, Kai Heinicke, afirma que o crescimento da demanda de bens como equipamentos eletrônicos de alto valor agregado, produtos perecíveis, encomendas expressas e produtos farmacêuticos vão impulsionar o transporte aéreo nas próximas duas décadas.

“A principal vantagem do transporte aéreo é a velocidade. O custo é maior do que outros meios, mas as características dos materiais transportados exigem uma forma mais veloz de chegar ao destino”, comenta. A média anual de 61, % apontada para os próximos 20 anos no tráfego aéreo de cargas está abaixo do que foi visto entre 1985 a 2005, quando os índices foram de 6,4% por ano. Heinicke explica que as perspectivas esboçadas no estudo refletem uma desaceleração do comércio mundial.

Instrumento
O diretor regional da Boeing afirma que a análise é um instrumento usado para nortear os investimentos da empresa e traçar as tendências do mercado. “O estudo serve ainda para que os nossos parceiros comerciais se preparem para o futuro. O planejamento neste setor deve ser feito em longo prazo”, salienta. Heinicke comenta que o relatório também é um instrumento que poderá ser utilizado por gestores públicos na condução de investimentos em infra-estrutura como nos aeroportos.

O executivo da Boeing acredita que um plano de investimentos em terminais como Viracopos é importante para fortalecer o setor e garantir a eficiência da indústria da aviação. Heinicke salienta que os grandes aeroportos se desenvolvem em áreas que concentram pólos industriais. “As agências e órgãos governamentais podem utilizar de dados da indústria para embasar planos para os próximos dez anos ou 20 anos”, afirma. Ele comenta que um dos fatores que podem influenciar negativamente as projeções para o setor é uma infra-estrutura ineficiente.

Fabricação
Os dados do estudo da Boeing vão nortear as ações da empresa no direcionamento dos investimentos na produção e em novas tecnologias. O executivo da fabricante afirma que é importante entender o mercado e a possível demanda para cada tipo de avião. “A empresa busca conhecer o mercado e também os clientes dos nossos parceiros comerciais para produzir aeronaves conforme a necessidade do mercado”, diz. No estudo, os analistas da Boeing afirmam que 75% dos aviões cargueiros que estarão voando nos próximos 20 anos virão da transformação de aeronaves de passageiros para a área de carga. A fabricante tem dez tipos de aeronaves. A top de linha é o 747-8, cujo valor de mercado fica entre US$ 279 milhões a US$ 283 milhões. No ano passado, 10% da produção da empresa foi de cargueiros e 90% de aeronaves de passageiros.

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