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ABRETI | Mercado

Título: Exportação teve US$ 6,37 bilhões em créditos do BNDES em 2006
Fonte: Valor Econômico
Seção: Economia
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Conteúdo: A perspectiva do banco é, no mínimo, repetir este ano o mesmo número do ano passado

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou US$ 6,37 bilhões em financiamentos à exportação em 2006, montante 9% maior dos que os US$ 5,86 bilhões desembolsados em 2005. O resultado foi motivado pelo crescimento da demanda por crédito em segmentos de bens de capital e por mudanças operacionais na linha de pré-embarque, que financia a produção do bem a ser exportado. O crédito nesta modalidade ficou mais ágil e o custo do empréstimo caiu.

Para 2007, a perspectiva do banco é, no mínimo, repetir o número de 2006, diz Luiz Antonio Araujo Dantas, superintendente da área de comércio exterior do BNDES. Os agentes financeiros do banco também têm boas perspectivas. O Banco do Brasil prevê elevar em 10% este ano os repasses das linhas do BNDES-Exim, o braço de exportações do BNDES. O BB é líder no repasse das linhas à exportação do BNDES, com o Bradesco em segundo lugar.

Antonio Bizzo, diretor em exercício da área de comércio exterior do BB, disse que a instituição repassou R$ 1,26 bilhão como agente financeiro do BNDES-Exim em 2006. O montante foi 30,7% maior do que os R$ 964 milhões em 2005. Bizzo disse que o crescimento foi motivado por fabricantes de automóveis e de material de transportes (caminhões e ônibus), setores que, segundo ele, continuarão concentrando a demanda por crédito à exportação nas linhas do Exim neste ano.

Luiz Simione, diretor da área de comércio exterior do HSBC Bank Brasil, disse que uma das metas do banco é fomentar em 2007 a demanda das linhas de pós-embarque do BNDES, que financiam a comercialização do bem a ser exportado. Simione disse que o HSBC conta com a integração de serviços que sua rede de bancos no exterior pode prestar aos importadores. O foco do HSBC recai sobre empresas médias com um volume médio de exportação menor do que as grandes companhias. Mas o banco continuará a operar com forte interesse nas linhas de pré-embarque.

Em 2006, o HSBC aumentou o número de operações nas linhas do BNDES-Exim em relação a 2005, mas o tíquete médio por operação foi menor.

Dantas, o superintendente do BNDES-Exim, identifica boas perspectivas neste ano para operações de pós-embarque, com crescimento da demanda concentrado no setor de bens de capital. Ele diz que algumas operações de pós-embarque aprovadas pelo banco em 2006 só começarão a ser liberadas em 2007. É o caso de dois financiamentos no valor de US$ 690 milhões para ampliação de gasodutos na Argentina.

Em 2006, os desembolsos do BNDES para exportação de bens de capital tiveram comportamento diferenciado. Na área de máquinas e equipamentos, as liberações totalizaram US$ 607,2 milhões, 8% maior que em 2005. Já os desembolsos para os equipamentos de transporte caíram 7%, US$ 2,94 bilhões. Do total liberado pelo BNDES à exportação, 65% corresponderam a operações de pré-embarque e 35% a financiamentos no pós-embarque. As liberações para obras de infra-estrutura na América do Sul somaram US$ 390 milhões, número que deverá superar os US$ 400 milhões em 2007. Os financiamentos para projetos de infra-estrutura estão incluídos no desembolso total do Exim, de US$ 6,37 bilhões em 2006. Historicamente a relação entre pré e pós-embarque é de 50%-50%.

Micro, pequenas e médias empresas podem contratar empréstimos no pré-embarque com custo 100% atrelado à TJLP, hoje em 6,5% ao ano. A mesma condição é válida para empresas dos setores de bens de capital e calçados. Para grandes empresas dos demais setores, excluindo bens de capital e calçados, o custo é de 80% em TJLP e 20% em dólar.

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