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ABRETI | Mercado

América do Sul precisa de mais integração em sua infra-estrutura
Veículo: Site: NET MARINHA - 7/7/2005
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Para o economista Maurício Mesquita Moreira, do Departamento de Integração e Programas Regionais do BID, sem a integração de rotas de transporte entre os países, fica prejudicada a criação de um mercado unificado, em especial do Mercosul.

Dos doze países sul-americanos, apenas Colômbia e Chile vêm aumentando seus investimentos em infra-estrutura nos últimos anos, segundo levantamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A falta de integração entre a política da região para o setor faz com que, além de insuficientes, esses investimentos não gerem uma real interação dos países, segundo informa o economista Maurício Mesquita Moreira, do Departamento de Integração e Programas Regionais do BID.

Moreira defendeu a integração de rotas de transporte dos países da América do Sul. Para o economista, sem isso fica prejudicada a criação de um mercado unificado, em especial do Mercosul. O trabalho do economista compara os custos de tarifas com os de frete entre os países da região. Ele disse que praticamente para todos esses países o custo de frete é maior do que o de tarifa.

"Quando se pega produtos de bem de capital, o custo tarifário é ainda maior que o custo de transporte, mas fora esses produtos, em particular, a tônica é que tem mais a ganhar reduzindo os custos de transportes do que aprofundando os acordos comerciais. Um pouco da mensagem política é que pelo menos essa agenda tem que ser mais balanceada. Vamos aprofundar os acordos, mas vamos recuperar também a infra-estrutura, porque sem isso não tem mercado unificado", defendeu.

O economista destacou ainda a necessidade de maior integração, aperfeiçoamento e consolidação do mercado comum. Mesquita Moreira acrescentou que a agenda envolve barreiras não tarifárias, reforma da Tarifa Externa Comum (TEC), investimentos em infra-estrutura e consolidação da coordenação macroeconômica.

Moreira desenvolveu um trabalho para o BID que analisou a situação dos países da América do Sul e constatou que os integrantes do Mercosul concentraram na formação de acordos comerciais deixando para trás o desenvolvimento de projetos de infra-estrutura, o que para ele, representa, atualmente, um grande empecilho para o crescimento do bloco. Ele reconheceu que a privatização atraiu investimentos privados para alguns setores, mas na área de transportes não compensou a queda dos investimentos públicos.”

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