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ABRETI | Mercado

Título: Apesar do câmbio, Brasil ganha espaço no mercado mundial
Veículo: Jornal Valor Econômico
Seção: Economia
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Conteúdo: Apesar da valorização do real, exportações brasileiras aumentaram 19%

Apesar da valorização do real, que reduz a competitividade dos produtos brasileiros, o país segue ganhando espaço no mercado mundial. No acumulado dos últimos 12 meses até abril, as exportações brasileiras aumentaram 19%. Já as importações totais dos principais parceiros comerciais do Brasil cresceram 13,7% no período. As importações globais subiram 10,8% na mesma comparação, indicando que as vendas do Brasil crescem 8 pontos percentuais acima do comércio mundial.

O desempenho das exportações brasileiras, contudo, já foi bem melhor. Em abril de 2005, os embarques do país cresciam 32,6% no acumulado em 12 meses. Na mesma época, as importações globais aumentaram 20,2%, sinalizando que há um ano o ritmo do Brasil superava o do mundo em 12 pontos percentuais. Mas o que os dados do comércio mundial também mostram é que, nos últimos 12 meses, a demanda externa está perdendo força.

Essa comparação entre o desempenho do Brasil e a demanda dos seus principais parceiros está sendo feita, agora, por um novo indicador da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), o Índice de Demanda Externa. A entidade está calculando as importações totais dos principais parceiros comerciais do país, como Europa, Estados Unidos, Argentina, China, entre outros e comparando com a venda do Brasil para estes mesmos países. De acordo com Fernando Ribeiro, economista da Funcex, a desaceleração das exportações brasileiras é uma conjugação de dois fatores: valorização do real e arrefecimento da demanda externa. "O crescimento mundial ainda é forte, mas já foi mais expressivo", pondera Ribeiro.

Júlio Callegari, economista do J.P. Morgan, lembra que os Estados Unidos, maior importador mundial, devem crescer menos. No primeiro trimestre desse ano em relação ao quarto de 2005, a economia americana expandiu 5,3%. O resultado é anualizado e livre de efeitos sazonais. Para o segundo trimestre em relação ao primeiro, o J.P. Morgan estima que os EUA podem crescer 2%. "O aumento de preços, principalmente de energia, reduz a renda disponível do consumidor americano", diz Callegari.


Fonte: Valor Econômico
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