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ABRETI | Mercado

Seguro para o transporte externo vai crescer até 15% (DCI)
Veículo: Jornal: DCI - Seção: Finanças - 4/4/2005
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O salto no comércio exterior brasileiro no ano passado, que está se repetindo nos primeiros meses de 2005, deu impulso ao seguro de transporte internacional das mercadorias embarcadas no Brasil. O crescimento foi de 23% no ano passado e deve ser de 15% este ano, na previsão das seguradoras.

O superintendente de transportes da Ace Seguradora , Ricardo Roda, diz que, no ano passado, o ramo composto por transporte internacional, transporte nacional e responsabilidade civil cresceu 23%, chegando a US$ 1,461 bilhão.

Os prêmios arrecadados pela Ace nas três categorias somaram US$ 33,5 milhões em 2004, sendo 35% com transporte nacional, 33% com transporte internacional e o restante com seguro de responsabilidade civil, contratado pelas transportadoras que levam a mercadoria até o porto ou aeroporto.

De acordo com Roda, quando a venda é realizada no formato CIF (custo, seguro e frete), o exportador pode prescindir do seguro de transporte nacional, pois o seguro internacional inclui o percurso da mercadoria em território brasileiro. O exportador repassa o custo do seguro para o importador, enquanto na venda FOB (preço sem a incidência de despesas como seguro e frete), arca com a despesa de seguro de transporte nacional.

Potencial anima

“Estamos incentivando os exportadores a contratar o TM Export, seguro de transporte com cobertura até o destino final”, contou o executivo da Tokio Marine . O TM Export atende o formato CIF de exportação.

Em 2004, a Tokio Marine arrecadou prêmios de transporte internacional de R$ 13,786 milhões. “Uma parcela pequena do volume exportado é vendida com seguro, pois muitos exportadores pensam que é complicado”, disse o coordenador da área de transportes da Tokio Marine, Jair Carvalheira.

Segundo o superintendente de Atacado da Aliança do Brasil , José Roberto Reis, existe um grande mercado potencial para crescimento do seguros de transporte internacional no País. “O total de transações (soma das exportações e importações) da balança comercial brasileira ficou próximo de US$ 160 bilhões em 2004, o que não se refletiu na contratação dos seguros de transporte internacional”, disse Reis.

Para o superintendente da Aliança do Brasil, embora falte “cultura de seguros no Brasil”, a estabilidade da economia facilita a programação de fluxos de caixa das empresas. “Acredito que haverá uma evolução semelhante à do ano passado, quando os prêmios de transporte internacional do mercado somaram R$ 410 milhões, com crescimento de 20%”, disse Reis.

Mais na importação

No ano passado, os seguros para exportação representaram 10% dos prêmios de transporte internacional arrecadados pela maior parte das seguradoras ouvidas pelo DCI, enquanto os produtos para importação detiveram os 90% restantes.

A diferença entre os percentuais de seguros de transporte de importação e exportação deve-se ao importador, no Brasil, ser obrigado a contratar seguradora instalada no País, se optar por fazer seguro da mercadoria.

Nas transações de exportação, cabe aos importadores, no exterior, decidirem se contratam seguradoras de seus países ou do Brasil, segundo o superintendente de transportes da Ace, Ricardo Roda.

Conteúdo: Chiara Quintão
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